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sexta-feira, 24 de abril de 2009

O Universal Circo Crítico... a justiça I...

Essa semana, testemunhamos o bate-boca entre o Ministro Joaquim Cardoso e o Presidente do STF, Gilmar Mendes. Creio que, p’ra não errar na conta, metade deste país queria estar na pele (ou talvez ficassem satisfeitos em estar no plenário, assistindo) do Ministro Joaquim Cardoso, só para experimentar a sensação de apontar o dedo na cara de Gilmar Mendes e “dizer-lhe uma tuia de verdades”.
Quem não respirou em frente à TV e disse “Boa, Joaquim!” quando o mesmo falou ao Presidente Supremo do Supremo (não é redundância): “você não está falando com os seus capangas do MT!”... Foi a melhor.
Ficarmos impressionados com a postura de "panos quentes" da mídia, claro que ninguém ficou. Em outras circunstâncias, possivelmente o jornalismo tupiniquim iria fazer pequena e substancial matéria sobre “a que se refere Joaquim Barbosa a falar sobre ‘capangas’ de Gilmar Mendes?”.
Ficarmos impressionados com a nota de oito dos onze juízes do STF, também não dá, né? Afinal, era óbvio que um silêncio sairia muito mal à opinião pública sobre este lado da democracia brasileira, assim como ninguém, nenhum dos oito juízes (nem mesmo o conhecido voraz da Lei do mais forte, Marco Aurélio) queriam, á revelia do bate-boca entre os pretensos ministros, sair mal na foto.
Afinal, não há como negar: o Ministro Joaquim Barbosa falou o que a população brasileira, em maioria p’ra lá de significativa, pensa de Gilmar Mendes. Como este tem argumentos para falar que aquele “não tem moral”? Seria, no fim ao cabo, uma expressão de racismo ás escondidas?
Nem grande mídia (essa conhecida por sua máscara de jornalismo verdade... a que lhe interessa, claro), nem o STF. Apenas os órgãos e movimentos respeitáveis e compromissados com os reais interesses da classe trabalhadora (ainda que, possivelmente neste caso particular em questão, muitos oportunistas de carreira opinem a favor das falas do Ministro Joaquim Barbosa) que buscam manter acesa a atenção pública ao que representa nossos dirigentes e, neste, a figura policialesca e carcomida do Presidente do STF.
Na atenção ao que ainda se procura veicular sobre o fato, sintetizo o que recebi por e-mail e que acho que, no mínimo, vale pelo registro. O que a mídia, se interessada na verdade (como sempre se auto-afirma) faria?
1. Investigaria o "assassinato" de Andréa Paula Pedroso Wonsoski, jornalista que denunciou o seu irmão, Chico Mendes, por compra de votos em Diamantino, no Mato Grosso, assim como a natureza da sua participação na campanha eleitoral de Chico Mendes em 2000, quando era advogado-geral da União e em 2004, quando já era ministro do Supremo Tribunal Federal;
2. Investigaria as “suspeitas” relações com o Grupo Bertin, condenado em novembro de 2007 por formação de cartel;
3. Investigaria os contratos sem licitação que o Instituto Brasiliense de Direito Público (da qual Gilmar Mendes é acionista) recebeu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso;
4. Tornaria pública a coincidência de mais de 30 ações impetradas contra o seu irmão (Chico Mendes, não aquele que tombou no Acre) ao longo dos anos jamais terem chegado sequer à primeira instância;
5. Alexandre Garcia, Joelmir Beting, Marcos Nascimento e outros “comentariam” a afirmação de Daniel Dantas, de que só o preocupavam as primeiras instâncias da justiça, já que no STF ele teria "facilidades";
6. Resgataria, na fala do Ministro Joaquim Barbosa de que está se destruindo a imagem do judiciário brasileiro pelo seu atual presidente, o segundo habeas corpus (dois hábeas corpus???) concedido espuriamente a Daniel Dantas, logo após a apresentação de um vídeo que documentava uma tentativa de suborno a um policial federal (ai! Que flagrante público!);
7. E o grampo? Nada até agora? Quer dizer... nada que a mídia não queira inculcar no imaginário popular;
8. Lembraria a população que assiste seus telejornalismos que, quando Advogado-Geral da União, depois de derrotado no Judiciário na questão da demarcação das terras indígenas, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem as decisões judiciais;
9. Revelaria (e explicaria) as relações de Gilmar Mendes com o site Consultor Jurídico e as relações entre a empresa de consultoria Dublê, de propriedade de Márcio Chaer, com a BrT.

Fica o registro.

Venham Todos!
Venham Todas!
Vida Longa!

Marcelo “Russo” Ferreira

Um comentário:

  1. Muito bom, merecia ser publicado em uma revista como Caros Amigos.

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Vida Longa!
Marcelo "Russo" Ferreira